segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

POEMA DE NATAL

Vinícius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados,

Para chorar e fazer chorar,
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses,
Mãos para colher o que foi dado,
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida;
Uma tarde sempre a esquecer,
Uma estrêla a se apagar na treva,
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço,
Um verso, talvez, de amor,
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre,
Para a participação da poesia,
Para ver a face da morte -
De repente, nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte apenas
Nascemos, imensamente.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Presente de Natal

Queria escrever bem bonito! mas como ainda estou engatinhando nas artes das letras, deixo aqui pros meus amigos uma mensagem que peguei emprestada do poeta Edson Marques:


Presente de Natal

O presente de Natal que eu quero te dar
não pode ser comprado:
Não tem nas lojas, nos mercados, nas feirinhas, nos balcões...
Não é feito de plástico, não é eletrônico,
nem precisa de manual.

O presente de natal que eu quero te dar
está dentro do teu próprio coração.

Basta que você o desperte para a vida:
É o amor pela liberdade pura e simples.
É a admiração pela Arte de Viver.

A defesa inabalável da idéia de justiça,
de verdade e de prazer.
A coragem deliciosa de sonhar transformações.
A busca cotidiana por tudo que é sublime.
E o doce desejo de sugar o açúcar de todas as coisas.
Feliz Natal !

Edson Marques
No Livro Solidão a Mil - página 160.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Eu posso??

A liberdade é perigosa.
A vida livre é muito arriscada, é cheia de surpresas, insegura, incerta, cheia de perigos e de buscas, mudanças, sobressaltos.
A liberdade é muito perigosa.
Só aqueles realmente senhores de si é que podem ser livres, e amar isso tudo.
Só aqueles que são donos do próprio destino é que arriscam a vida para salvar a própria vida.
A liberdade, portanto, não é para qualquer um:
os acomodados e os covardes não conseguem ser livres.
A liberdade é muito perigosa:
ela é apenas para aqueles que não tem medo.


Fonte: MARQUES, Edson. Manual da Separação.
Vol. II: Presente de Casamento. São Paulo: 1998.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Alegria! Alegria!


A vida é muito curta!
Não temos tempo a perder!
Podemos fazer novas escolhas, decidindo usufruir o doce sabor da vida diariamente. Escolhendo a alegria e a liberdade de ser feliz!
Não quero ficar por aqui dando conselhos ou recomendações, mesmo porque ainda nem sei direito o que é melhor pra mim mesma! Apenas sei que vou aproveitar bem este fim de semana, lendo um bom livro, bebendo suco de frutas frescas e assistindo a um ótimo filme acompanhada dos meus familiares mais queridos.
Um exemplo de filme:

Fecho minha participação de hoje com uma citação do meu amigo poeta Edsom Marques no seu livro "Manual da Separação".

" Amar é permitir sempre,
amar é deixar que o outro vá.
Ou que fique, se assim o desejar.

Amar é ter um respeito absoluto
pela própria liberdade e pela liberdade do outro.

Amar é compreender sempre.
E isso não significa apenas
entendimento racional,
vai além, muito além:
amar é reconhecer afetuosamente
o direito que o outro tem
de fazer suas escolhas."

(mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam)

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Eu não existo sem você

Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham pra você


Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver

Não há você sem mim
Eu não existo sem você

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Feliz aniversário!

Muitas felicidades! A todos os aniversariantes do dia,
do mês e do ano!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Meu jardim!

Encontrei uma música, parece que foi feita pra mim.
Ainda não ouvi, mas sua letra é linda e simboliza o momento que estou vivendo.
Chama-se "Meu jardim" e foi escrita por um músico chamado Vander Lee

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minha fonte, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim...
Estou cuidando de mim!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Somos apenas humanos!

Luiza Helena
Como será o amanhã?
O que o futuro me reserva?
Não sei... Quem sabe?...

Como eu podia ser tão volúvel?
Ontem mesmo, eu estava triste, desanimada,
sentindo minhas forças esgotadas,
cansada, sem esperanças.
Pensamentos negativos, atitudes pessimistas,
palavras de maldição, histórias de desânimo
e falta de amor.



Hoje é um novo dia,
novas oportunidades e novas experiências acontecem;
quando menos esperamos, um mundo novo se abre à nossa frente.
Se tivermos olhos para ver e ouvidos para ouvir
o chamado da vida humana que sonha e sofre,
adoece e se regenera,
amadurece e cresce como nova criatura.



O amor é cego,
mas enxerga com os olhos da alma,
não vê aparência,
mas percebe o melhor que há em cada pessoa.

Quando estamos doentes pela dor,
surdos pelas frustrações,
insensíveis aos nossos semelhantes,
temos apenas o consolo de pertencer
a uma raça humana carente e auto destrutiva,
prestes a consumir todos os recursos e
a destruir nosso planeta.

Quando amamos, passamos a ver as coisas mais coloridas,
percebemos as maravilhas da natureza,
sentimos a vida e o mundo de uma forma mais positiva.
Amando não vemos a face,
mas percebemos o coração,
mesmo reconhecendo que as pessoas são falhas,
e possuem fraquezas e defeitos.

Sob a influência do amor
somos capazes de perdoar,
decidimos aceitar as diferenças,
acolher as carências, temos misericórdia
e passamos a acreditar que dentro de cada um há um bem,
um talento.

Amando, possuímos um “algo mais”
que nos faz tão iguais, porém tão diferentes,
tão especialmente complexos e únicos:
Apenas Humanos!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O que é resiliência?

Resiliência é um conceito que se refere à propriedade de alguns materiais, de acumular energia quando exigidos ou submetidos a estresse, voltando em seguida ao seu estado original, sem qualquer deformação - como um elástico ou uma vara de salto em altura, que se verga até um certo limite sem se quebrar e depois retorna com força, lançando o atleta para o alto.
Resiliência para a física é, portanto, a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido pressão.
A psicologia tomou emprestada essa imagem, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas (choque, estresse ou trauma) sem entrar em surto psicótico.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Resiliência

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Fico aqui pensando com meus botões...

Luiza Helena
Quem sou?
O que vim fazer aqui?
Não sei quem, nem sei onde
Acho que estou perdida...


Me acostumo com a rotina,
Tolero relacionamentos doentes,
Me perco num mar de dúvidas
Rodopiando em mil possibilidades...


Confio e me arrependo,
Sou resiliente, persistente, não desisto facilmente
Recomeço novamente, insisto, nunca desisto
Fico tonta com tanta dificuldade...
Nem sei mais qual é minha prioridade!


Quero mudar, mas tenho medo do desconhecido!
Quero poder cantar a plenos pulmões, pra todos ouvirem:
"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha
e não de quem quiser!"

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Dias melhores virão!

Luiza Helena

Eu queria escrever bem bonito
falando do amor que sinto
pela vida, pelo mundo e as pessoas


Queria minha mensagem distribuída
a todas as criaturas
que se consideram mau-amadas, infelizes,
queria que elas pudessem sempre
ter esperança que dias melhores virão.

Posso alimentar a esperança?
Ter certeza de que momentos melhores virão,
dias ensolarados e tranquilos,
com cheiro de flores e som de pássaros.

Gostaria de passear um dia
em um lugar cheio de verde por todos os lados,
ouvir o som suave de um pequeno riacho
que corre faceiramente pelo leito de pedras
sob a água transparente e limpa,
sentir o suave aroma de flores,
respirar o ar puro e fresco,
sentar à sombra de uma árvore caudalosa,
experimentar do fruto maduro e doce,
sentir a brisa soprar suavemente
as folhas e flores daquele imenso jardim.

Queria acordar alegre, tranquila e calma,
pronta para um novo dia,
que começa ao alvorecer.
Novo dia, nova chance de recomeçar,
perdoar, aceitar,
e viver cada dia como uma novidade,
cheio de surpresas, desafios e conquistas.

Queria escrever bem bonito
falando do grande amor que sinto
por Deus, pela vida, e as pessoas.
Queria minha mensagem distribuída
a todas as pessoas que se amam,
se perdoam, são felizes,
queria que elas pudessem sempre ter certeza que
Dias melhores virão!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

O Poder da Gentileza

Adaptado do Livro O Poder da Gentileza de Rosana Braga


Ser gentil, nobre, generoso, delicado, gracioso, mimoso, agradável, aprazível, amável, cortês... Ter gentileza (qualidade ou caráter de gentil, ação nobre, distinta ou amável, amabilidade, delicadeza)...
Está difícil hoje em dia, não?
Nunca tivemos tanta "auto-estima" e tão pouca tolerância! Tanto "amor-próprio" e tão pouca gentileza! Tantos títulos de mestres e doutores e tão pouca sabedoria!
Queremos que as pessoas nos aceitem como somos, mas será que não andamos perdendo a capacidade de refletir, de mudar, de admitir nossos erros, de pedir perdão?
Gentileza tem mais a ver com inteligência e coerência que com educação! Não se trata de um comportamento para se ter ao sair de casa somente, mas de atitudes integradas ao corpo e ao coração, disponíveis especialmente para aqueles que convivem conosco dia-a-dia...
São eles que colocam em xeque a nossa capacidade de ser genuinamente gentil!
- De que maneira poderemos agir com gentileza nas situações ameaçadoras e hostis?
- Como não acumular dores e ressentimentos diante de insultos, do tom de voz agressivo, das incompreensões, das intransigências?
- Quem está determinando as suas ações, as suas escolhas, o seu modo de agir? Seu caráter, seus princípios, seus valores ou as circunstâncias?


"Ouvistes que foi dito: Amarás ao teu próximo, e odiarás ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem;para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? Não fazem os gentios também o mesmo?"
Mt 5:43-47

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Lista

Oswaldo Montenegro
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais ...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar ...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?

Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você ...

Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver ...

Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você ...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Liberdade?


Conheço um poeta que diz:


"Se não for agora, quando?
Tem hora de parar e tem hora de partir.
Tem hora de permanecer quieto e calado num canto,
e tem hora de cantar e de voar."
Edson Marques

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Morar numa cidade repleta de cartões postais, tombada pelo patrimônio histórico e cultural, poderia ser considerado um privilégio.
Diariamente, usufruir de paisagens lindíssimas, como nesta foto noturna da Ponte JK iluminada pela lua cheia mais charmosa do cerrado brasileiro, é um grande prazer.
Infelizmente muitas pessoas não conseguem aproveitar a vista maravilhosa, devido à correria do dia-a-dia, coitados...
Precisamos sempre manter nossos olhos e ouvidos bem abertos
para perceber as belezas que estão ao nosso redor e
usufruir a vida com abundância e esperança.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Deus é bom!

Deus nunca desistiu por desgosto nem me abandonou,

embora eu não o merecesse.

Em vez disso, com grande misericórdia,

Deus me cingiu e me ajudou a compreender

que embora meu plano parecesse bom,

o plano de Deus era infinitivamente melhor.

"Nas tuas mãos estão os meus dias." Sl.31:15

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Sem palavras...

Ando meio deslumbrada... Quase nem consigo escrever...
Os amigos devem estar ficando desapontados com minha falta de palavras.
Não se preocupem, estou feliz!
Tenho procurado palavras adequadas pra expressar minha gratidão a Deus.
Acho que continuarei procurando!...
Quando penso que encontrei um jeito de louvar,
logo percebo novas e maiores graças recebidas!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Voltei!


Queridos fãs e leitores, demorei mais voltei.
Estou pronta pra começar um segundo semestre deslumbrante.

Me aguardem!

Bem que mamãe disse que esqueci a modéstia em casa,

mas eu sei que vocês me amam!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Obrigada Amigos!

Dentre as muitas frases brilhantes que EDSON MARQUES escreveu,
destaco hoje estas:
1. Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as!
2. Só o que está morto não muda.



MUDE

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Um poeta escreveu

Existem pessoas
que acertam o nosso coração como uma flecha.
Surgem tão de repente...
Nos surpreendem com suas atitudes
assim gostaríamos de estar sempre perto
uma das outras,
São como a brisa suave de uma noite perfeita.
Entram em nossas vidas de mansinho...
Sorrateiramente...
Ocupam um espaço dentro do peito...
um lugar especial...
Como amores vividos e nunca esquecidos...
Amigos anjos, bençãos demais!!!
Trazendo cor e alegria onde tudo parece cinza .
Amizades que não deveriam desaparecer jamais da nossa vista...
Pessoas que deixam marcas profundas.
Nomes que estão escritos em nosso coração.
Pessoas especiais que vamos guardar
para o resto de nossas vidas...

Marelson Bueno

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Bem-vindo Fim de Semana!


Ô! Semana comprida!...
Que vontade de viajar!...

Tirar férias, passear, andar à toa pela cidade...

Viver novos momentos, novas aventuras...

Conhecer novas pessoas!

Viver novas histórias, novos relacionamentos...
Que preguiça de escrever!...

Vou começar a arrumar as malas agora mesmo!!!

Bem-vindo fim de semana!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Bom dia alvorecer!

A mudança está literalmente sendo um sucesso!

Estou começando uma nova vida em uma casa nova,
mesmo que tenha sido emprestada (quer dizer, alugada) risos...
Me sinto agora como um pintor diante de um tela branca,
sonhando com as cores que vou escolher para pintá-la.
Nem posso mais me queixar de falta de esperança,
logo pela manhã, vejo esta paisagem da varanda do meu quarto.
É verde pra todo lado!
Hoje quando acordei, vi um céu esplendoroso
minha vista pro nascente só não foi registrada,
porque pra variar acordei atrasada...
Não tem problema...
Amanhã, coloco o despertador mais cedo!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Mudança

Atrevidamente,
peguei emprestada, da minha amigahttp://www.poetizaatrevida.blogger.com.br/
uma foto pra ilustrar o meu sentimento de hoje.

Estou passando por nova fase de transformação,
Mudança, caixas, pacotes, livros e expectativas...
Esperanças verdes, renovadas, crescidas e vivas.


Quase ia esquecendo de citar a fonte da foto do bicho-grilo verde esperança: http://symondays.blogspot.com/2006_02_01_archive.html

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Amanhecer

Sem palavras pra dizer que as esperanças estão renovadas.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Nem tudo é como a gente quer...

Vejo o dia de hoje meio acinzentado,
mesmo que o céu esteja claro,
não pude ver as estrelas à noite,
nem consegui sonhar .
Tenho andado distraída...
confusa, com a cabeça latejante,
ocupada com as tarefas do dia-a-dia,
perdida como uma ovelha ferida.


Cansada de lutas perdidas,
esperanças encardidas,
escondidas sob a dor e as feridas.
Sinto saudades dos dias ensolarados
perfumados e coloridos,
embalados ao som de pássaros inocentes.

Nestes dias de outono,
longas noites anunciando o inverno
me reviro, mas sinto frio,
me cubro e sinto calor...

Olho pro céu escuro esperando o amanhecer
torcendo pra clarear o horizonte,
rezando pro dia ser ensolarado,
com esperanças de que
após a tempestade virá a bonança.
Tomara que não demore!

terça-feira, 5 de junho de 2007

Dias Melhores - Jota Quest


Nunca perder a esperança,
É a mensagem que trago a meus amigos hoje!
Amo a vida e todas as surpresas que ela me traz.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Água Purificadoras

Igreja Batista da Lagoinha

Existe um rio, Senhor
Que flui do teu grande amor
Águas que correm do trono
Águas que curam, que limpam

Por onde o rio passar
Tudo vai transformar
Pois leva a vida do próprio Deus
E este rio está neste lugar

Quero beber do teu rio Senhor
Sacia minha sede,
Lava o meu interior
Eu quero fluir em tuas águas

Eu quero beber da tua fonte
Fonte de águas vivas
Tu és a fonte, Senhor
Tu és o rio, Senhor

terça-feira, 29 de maio de 2007

Edson Marques escreveu

Ele foi injustiçado,
mas nós amigos continuamos lendo
e relendo diariamente
estas palavras inspiradoras e renovadoras.
MUDE
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas, calmamente,
observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado, o novo método,
o novo sabor, o novo jeito,
o novo prazer, o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde
ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!
Edson Marques.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Quem sou?

Fico aqui pensando com meus botões...
Quem sou? O que vim fazer aqui?
Não sei quem, nem sei onde
Acho que estou perdida...

Me acostumo com a rotina
Tolero relacionamentos doentes
Me perco num mar de dúvidas
Rodopiando em mil possibilidades

Confio e me arrependo
Sou resiliente, persistente, não desisto facilmente
Recomeço novamente, insisto, nunca desisto
Fico tonta com tanta dificuldade
Nem sei mais qual é minha prioridade

Quero mudar, mas tenho medo do desconhecido
Quero poder cantar a plenos pulmões, pra todos ouvirem:



"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha
e não de quem quiser"

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Uma pergunta:

Como fazer uma radical e doce ruptura com as normas injustas,
e com tudo o que de alguma forma me oprime?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Palavra de amigo

" Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem- se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Romanos 12:2

terça-feira, 15 de maio de 2007

Momento Musical

Metade


Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito, a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante
Porque metade de mim é partida, a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço, a outra metade é o que calo.

Que a minha vontade de ir embora se transforme na calma e paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso, a outra metade um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo, a outra metade é cansaço.

Que a arte me aponte uma resposta mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia a outra metade é canção.

Que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Dormi na Praça

Bruno e Marrone


Caminhei sozinho pela rua
Falei com as estrelas e com a lua
Deitei no banco da praça
Tentando te esquecer
Adormeci e sonhei com você
No sonho você veio provocante
Me deu um beijo doce, me abraçou
E bem na hora H, no ponto alto do amor
Já era dia o guarda me acordou
Seu guarda eu não sou vagabundo
Eu não sou delinquente, sou um cara carente
Eu dormi na praça, pensando nela...

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Bons dias virão!

O dia amanheceu, um pouco nublado,
mas com novas oportunidades e esperanças...
Deus nos abençoe!

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Sorte ou coincidência?

Estar no lugar certo, na hora certa, é uma grande coincidência?
Ou será um milagre, obra da suprema providência divina?
Estou como árvore, ensangüentada, marcada pelas dores de amores perdidos;
ressecada, cansada de chorar, de pedir e sonhar...
Vivo no momento um eterno por de sol,
aguardando ansiosamente um novo alvorecer.
Confiando que dias melhores virão,
trazendo novos ventos e esperanças de vida renovada.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Beijos, flores e estrelas...

Estou com saudades de escrever pros meus amigos, por isso estou deixando uma pequena lembrança acompanhada do suave perfume das flores. Não desistam de mim, voltem sempre que quiserem, terei novidades em breve. Das outras vezes que eu escrevi, preparei antes o texto, revisei e finalmente trasncrevi aqui pro Blog. Como eu tenho demorado muito pra enviar novas mensagens, decidi que, a partir de hoje, vou escrever de improviso.
É isso! Vou escrever o que vier na cabeça, seja o que Deus quiser!

sábado, 14 de abril de 2007

Feliz dia do Beijo!

Uma imagem fala mais que mil palavras!
Trago a memória sensorial de um momento especial,
emoções inesquecíveis de prazer e esperança...
Que os amores sejam eternos enquanto perdurarem e
e as pessoas vivam plenamente e
prazeirosamente o momento presente.


quinta-feira, 5 de abril de 2007

Homenagem a um amigo.

Um músico, um poeta, uma amigo, enfim um irmão.
"E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará:" Tiago 5:15a.
Notícias e pontos para intercessão pelo nosso querido Zazo no site: http://www.jesusvive.org.br/website.php

Um pouco da história desse amigo.
Na certidão de nascimento de Zazo consta a expressão “nascido no Distrito Federal”. É que em 15 de abril de 1960, o Rio de Janeiro vivia seus últimos dias de DF. O pai coloca-lhe o nome bíblico de Eleazar (Deus ajudou), mas a irmã Eliane, na época com dois anos, não consegue pronunciar e diz “Zazo”, apelido familiar que vai marcar sua trajetória pra sempre. O ambiente em casa é extremamente musical. O pai toca piano nos cultos da Igreja Batista em Acari, subúrbio carioca. A mãe vive a cantarolar hinos tradicionais, às vezes assobiando, às vezes exagerando nas fermatas. A infância em Coelho Neto é regada a peladas de rua, campeonatos de botão, bandeirinha e muita música. O pai tem “encontro marcado com o jazz” toda quarta-feira pela Rádio MEC, às nove da noite, e faz questão que Zazo ouça jazz e blues. Ouvindo concertos de Vivaldi para flauta e orquestra, Zazo aprende a assobiar, inclusive imitando o trinado daquele instrumento.
Em 1980, vem para Brasília, onde se vê acolhido em família pela Igreja Batista Central de Taguatinga. É ali que conhece Doca, que na época formava dupla musical com a amiga Miriam. Zazo, Doca, Miriam, Hélio e Léa (irmãos de Miriam) formam um grupo vocal interessante, com arranjos feitos nas cordas do violão. A amizade de Zazo com Doca cresce e nunca mais se desfaz. Em 1983, eles se casam e passam a freqüentar os cultos da Terceira Igreja Batista do Plano Piloto, onde formam o grupo vocal “Louvor Ilimitado”, algo sem formação fixa (daí o nome Ilimitado).

Quem é Esse?
Letra e Música: Zazo

Com voz de compaixão e um brilho no olhar
Eu vi a sua mão sobre mim e ouvi o seu falar
Quem é esse que me olha assim?
Quem é esse que fala assim?
Quem é esse ... que me ama assim?
É Jesus .
Com voz de compaixão e um brilho no olhar
Eu vi a sua mão sobre mim e ouvi o seu falar
Quem é esse que me olha assim?
Quem é esse que fala assim?
Quem é esse ... que me ama assim?
É Jesus .Deixo-vos a paz...

Zazo, o nego

Ele vinha feliz e contente com seu boné “zerado”. Não era um boné como os outros. Era de um time de basquetebol americano, NBA, um dos mais respeitados entre os garotos de sua idade. Tinha, então, doze anos. E todo garoto de doze anos gostava de boné. Quem não usava, de um jeito ou de outro, parecia admirar aqueles que o faziam. Um boné de qualquer time da NBA ficaria em torno de seus dezessete reais, num tempo em que o real valia quase três vezes mais do que vale hoje. Conseguira por sete! O avô lhe dera cinco, os outros dois surgiram pela obra e graça de momentos felizes. De fato, o preço fora seis e noventa, mas onde se contam dez centavos de troco nessas alturas? Merecia uma espécie de comemoração. Um boné desses, lindo, novinho, cheio de moral, nesse preço, era – no mínimo – uma façanha! Ainda mais se pensasse no quanto era difícil se obter dinheiro por aqueles dias de governo FHC. De repente, o inesperado, o absurdo acontece: num momento em que não havia quem o defendesse, em sua própria quadra, passam dois sujeitos perversos, desocupados e – como não poderia deixar de ser – muito mais velhos, na faixa de seus vinte anos. - Me dá esse boné, garoto! A voz e a frase, ambas tão duras, penetram a alma, e o menino sente o corpo gelar. Sem ação ou reação, vê-se, numa fração de momento, humilhado, invadido, agredido fisicamente e – o que é pior – sem o boné. É então que se percebe criança, fraco, indefeso, no lugar do adolescente que até então julgava ser. As lágrimas vêm com força: irrompem incontrolavelmente. Surge um mal-estar, seguido de um terrível sentimento de incapacidade, fraqueza, raiva, culpa, injustiça, vingança, tudo ao mesmo tempo... a dor moral de se ver humilhado dói mais do que a dor física. A perda da autoconfiança aflige mais que a do boné. Não sabe explicar o que sente. Tudo faz um turbilhão de pensamentos. Cenas assim marcam a história da gente. Quem, quando criança, não se viu algum dia numa situação parecida de alguma forma como essa? Um momento em que estivesse assustado, fraco, indefeso, humilhado...? Quem não foi algum dia vítima da violência ou do abuso de força? Qual de nós não leva para a vida adulta experiências de medo ou culpa trazidas da infância. Elas ficam, não importa quantos anos de idade você tenha. Mas, para a infelicidade daquele que veio para roubar, matar e destruir, o garoto era um filho de Deus, alguém que vivia debaixo da graça do Pai. O boné se fora, mas a cabeça estava lá e, dentro dela, a mente que se lembraria da Palavra “Posso todas as coisas nAquele que me fortalece.” ou ainda “Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus.” Mais tarde saberia por que o Senhor não o livrara daquela momentânea tribulação. Dentro dele, havia algo que o ladrão não conseguira roubar: a paz. como os outros. Era de um time de basquetebol americano, NBA, um dos mais respeitados entre os garotos de sua idade. Tinha, então, doze anos. E todo garoto de doze anos gostava de boné. Quem não usava, de um jeito ou de outro, parecia admirar aqueles que o faziam. Um boné de qualquer time da NBA ficaria em torno de seus dezessete reais, num tempo em que o real valia quase três vezes mais do que vale hoje. Conseguira por sete! O avô lhe dera cinco, os outros dois surgiram pela obra e graça de momentos felizes. De fato, o preço fora seis e noventa, mas onde se contam dez centavos de troco nessas alturas? Merecia uma espécie de comemoração. Um boné desses, lindo, novinho, cheio de moral, nesse preço, era – no mínimo – uma façanha! Ainda mais se pensasse no quanto era difícil se obter dinheiro por aqueles dias de governo FHC. De repente, o inesperado, o absurdo acontece: num momento em que não havia quem o defendesse, em sua própria quadra, passam dois sujeitos perversos, desocupados e – como não poderia deixar de ser – muito mais velhos, na faixa de seus vinte anos. - Me dá esse boné, garoto! A voz e a frase, ambas tão duras, penetram a alma, e o menino sente o corpo gelar. Sem ação ou reação, vê-se, numa fração de momento, humilhado, invadido, agredido fisicamente e – o que é pior – sem o boné. É então que se percebe criança, fraco, indefeso, no lugar do adolescente que até então julgava ser. As lágrimas vêm com força: irrompem incontrolavelmente. Surge um mal-estar, seguido de um terrível sentimento de incapacidade, fraqueza, raiva, culpa, injustiça, vingança, tudo ao mesmo tempo... a dor moral de se ver humilhado dói mais do que a dor física. A perda da autoconfiança aflige mais que a do boné. Não sabe explicar o que sente. Tudo faz um turbilhão de pensamentos. Cenas assim marcam a história da gente. Quem, quando criança, não se viu algum dia numa situação parecida de alguma forma como essa? Um momento em que estivesse assustado, fraco, indefeso, humilhado...? Quem não foi algum dia vítima da violência ou do abuso de força? Qual de nós não leva para a vida adulta experiências de medo ou culpa trazidas da infância. Elas ficam, não importa quantos anos de idade você tenha. Mas, para a infelicidade daquele que veio para roubar, matar e destruir, o garoto era um filho de Deus, alguém que vivia debaixo da graça do Pai. O boné se fora, mas a cabeça estava lá e, dentro dela, a mente que se lembraria da Palavra “Posso todas as coisas nAquele que me fortalece.” ou ainda “Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus.” Mais tarde saberia por que o Senhor não o livrara daquela momentânea tribulação. Dentro dele, havia algo que o ladrão não conseguira roubar: a paz.

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Quem me conhece, bem sabe, numa hora de luta ou de dor, fico sem palavas, por isso no desejo de homenagear esse amigo que luta pela vida e prepara o testemunho de amor, deixo aqui registradas algumas palavras retiradas do site do grupo musical Céu na Boca. Quem quizer saber um pouco mais ou mesmo ouvir algumas de suas composições, pode visitar no endereço: http://www.ceunaboca.com.br/

terça-feira, 27 de março de 2007

Tempo, tempo, tempo...

Luiza Helena
Ainda estou presa nas armadilhas do tempo...

Me pergunto como posso prosseguir se nunca tenho tempo suficiente pra fazer as coisas que gosto, infelizmente tenho demorado tanto tempo fazendo as coisas que são necessárias, satisfazendo as exigências da família e da sociedade, correndo atrás do tempo perdido que não volta mais... Quando chegará a minha vez, o meu tempo de ser feliz de satisfazer os meus desejos e necessidades?
Preciso dormir cedo pra trabalhar cedo. Que pena! Nem posso ficar namorando a linda lua que brilha reluzente ofuscando as pequeninas estrelas encantadoras e misteriosas...
Preciso correr pra não chegar atrasada no serviço. Mal posso cumprimentar o vizinho que passa apressado a caminho da padaria a buscar o pão pra sua família...
Pego o carro e saio apressada. Nem posso observar o brilho do sol que desponta em um céu tão azul que me ofusca, muito menos o passarinho que voa deixando sua marca no meu para brisa...
Mas que coisa chata! O semáforo tinha que estar vermelho justamente nessa hora? E porque justamente eu, porque justamente agora, mais um sinal fechado, parece que o tempo conspira contra meu desejo de chegar pontualmente no serviço... Que pena! Despertar da minha reflexão matutina com a buzina do carro de trás que me ultrapassa apressado como ele só.
Sou rebelde! Não tenho jeito mesmo! Eu teimo em ficar reparando a beleza das pequenas coisas do mundo e da vida e me perco no caminho, (muitas vezes literalmente) e me vejo retornando pra pegar o caminho certo e sentindo a angústia crescendo em meu peito e o atraso aumentando no relógio. Não posso ser escrava do tempo!
Não quero obedecer o ritmo louco imposto pela rotina social e pelas normas de trabalho. Muitas vezes num piscar de olhos, nem vejo o tempo passar. Pôxa! Já é segunda feira novamente! Nem descansei bastante, nem ouvi pássaros cantando, nem abracei minhas filhas hoje, nem senti a suave brisa entrando pela janela e desarrumando carinhosamente meus cabelos.
Vivo chegando atrasada nos lugares, nos amores, nos parques, na vida...
Tenho tempo pra sorrir? Sim! Tenho tempo pra amar? Sim!
Tenho tempo pra gostar de viver? Tenho sim, senhor!
Me recuso a deixar passar esse tempo tão precioso, tão gostoso, minha infância, juventude... Não posso crer que completei 40 anos! O que foi que fiz, o que vivi nesse tempo?
Meu corpo se recusa a acreditar, me revolto, me rebelo e teimo em viver cada dia como se fosse o último, o único, com tamanha intensidade que nem me importo mais quando dizem que cheguei atrasada novamente...

quinta-feira, 22 de março de 2007

É a vida, é bonita!

O que é o que é?
Composição: Gonzaguinha

Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...)
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...)
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
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Obrigada Senhor!
Não sei o que seria de mim sem o Senhor...
Acho que nem teria existido! risos...
Sou grata pela vida, pelo ar que respiro, pela água,
pelo sol e a sua energia.
Sou grata por tudo e todos
que tem participado da minha existência e da vida até hoje.
Obrigada Jesus!

terça-feira, 20 de março de 2007

Estou atrasada!

Luiza Helena

Realmente eu tenho dificuldades em administrar o meu tempo, estou desde sexta-feira planejando escrever meu artigo desta semana, e por incrível que pareça ainda não consegui...
Sei que a noção de tempo é relativa, uma convenção, uma necessidade humana; mas ainda não consegui definir o que eu entendo como tempo, principalmente porque quanto mais eu corro, mais fico atrasada.
Sempre pensei que nasci fora do meu tempo, quer dizer, percebo o tempo de uma forma pessoal, e não me sinto de acordo com o tempo do mundo em que vivo. Pode até parecer uma fantasia, mas eu vivo como se o mundo corresse numa velocidade e meu organismo em outra.
Quando estou feliz, correndo atrás dos meus objetivos, satisfazendo minhas necessidades sinto como se o tempo fosse correndo depressa, pra eu não conseguir... Por outro lado, quando estou aguardando alguma coisa que não depende da minha vontade, o tempo parece se arrastar em um marasmo incompreensível. Não sei explicar direito, mas acho que todas as pessoas já perceberam algum dia a demora do tempo quando estamos entediados aguardando algum acontecimento ou providência de terceiros.
Por exemplo, quando estamos aguardando nossa vez de andar naquele brinquedo incrível do parque de diversões, parece que a volta nunca acaba, como demora... Quando finalmente entramos no brinquedo e vamos alegremente usufruir daquela diversão, o tempo passa tão depressa, nem dá pra acreditar.
Em algumas ocasiões dois minutos parecem bem menos do que 120 segundos.
Mas deixa pra lá... estou atrasada... tenho que parar de escrever agora... tem mais coisas esperando pra serem feitas... depois eu continuo...

sexta-feira, 9 de março de 2007

Cometi um ERRO!

Percebi que cometi um erro no meu Blog, em 16 Janeiro 2006, coloquei este texto afirmando que era da autoria de Clarisse Lispector. Estou hoje republicando o texto e confirmando a verdadeira autora da composição que tanto me comoveu e inspirou inúmeras reflexões. Apenas mais um pequeno detalhe, a foto foi eu mesma que bati.

EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Marina Colasanti
Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(in "Eu sei, mas não devia" - Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1996)

quinta-feira, 8 de março de 2007

Mulheres!!

Não me bastam os cinco sentidos para perceber-lhes toda a beleza. Não me bastam os cinco sentidos para viver com totalidade o mistério profundo que elas trazem consigo. Eu tenho é que tocá-las, cheirá-las, acariciá-las, penetrar-lhes o sorriso, sentir o seu perfume, beijar-lhes o céu da boca, ouvir suas histórias, transformá-las em deusas. Tenho que dar-lhes o amor que o meu corpo conduz e sustenta-me a alma. O belo amor natural por todas as coisas do mundo. Como espelho de paixões em labareda, tenho que sentir nos seus olhos um raro brilho diamante...
Eu as respeito e as venero, com a graça de um cisne que dança num lago tranqüilo e a ousadia de um touro selvagem recém-despertado. Não lhes faço perguntas, não as pressiono por nada, não lhes tiro a liberdade, não quero mudá-las jamais. Sempre imagino o que estejam sonhando, e pulo de cabeça no sonho delas. Cavalgo o vento para visitar-lhes as razões, as emoções e as loucuras. Como um deus escandaloso e surpreso por sua própria criatura, entro no coração de cada uma, deliciosamente, como se entrasse numa pulsante catedral. Mergulho na essência dos seus desejos e cada vez me espanto mais com tanta fantasia.
Os cinco sentidos, por não serem precisos, ainda não bastam, e preciso mais do que isso para compreendê-las. Toda mulher é silenciosa por dentro. A existência pura se manifesta em cada detalhe. Assim na terra como no céu, amar as mulheres é uma experiência religiosa. E eu as amo, fina substância, como deve amar quem ama de verdade - incondicionalmente. Sem ciúmes. Eu amo as morenas, as loiras, as baixinhas, as altas, as lindas, as quase feias. Amo as virtuosas, as magras, as gordinhas, as diabólicas, as tímidas, e até as mentirosas. As iluminadas, as pecadoras, e as santíssimas. Amo as virgens, as pobres, as ricas, as loucas, as muito vivas, as inocentes. As bronzeadas pelo sol, e as branquinhas. As inteligentes, e as nem tanto. Desde que sensíveis, eu amo as jovens, as velhas, as solteiras, as casadas, as separadas. As bem-amadas, e as abandonadas. As livres, e as indecisas. E se me dessem o poder, o tempo e, principalmente, a chance, eu a todas elas daria, todos os dias, um orgasmo cósmico, poético e sublime.
Apanharia flores silvestres, tomaria sol com todas elas. Andaríamos descalços na areia, contemplaríamos crepúsculos cor de abóbora, jantaríamos à luz de velas, dançaríamos, tomaríamos vinho branco, olharíamos as estrelas. E eu lhes faria poesias de amor. Puro como um anjo, amaria cada uma delas eternamente - uma por vez. Com delicadeza, com doçura, com profundidade, com inocência. Entusiasmado, como se cada uma fosse a única. Como se no mundo inteiro não houvesse mais nada, nem ninguém.
Todas as noites, passaria cremes e encantos no seu corpo. Falaria sobre fábulas, contaria histórias românticas, as veria dormir. Ouvindo Beethoven, velaria por um tempo o sono delas, e de madrugada, antes do sol raiar, antes do primeiro pássaro cantar, as cobriria com o resto de luar que ainda houvesse, e sairia em silêncio. Como um felino lógico, sensual e saciado, deslizaria pelo cetim azul-celeste dos lençóis, saltaria por sobre todas as metáforas - e sorrindo iria embora.
Enfim, se por acaso fosse Deus, eu com certeza não mais ficaria cuidando do universo e dessas outras coisinhas banais. Não ficaria controlando o destino das pessoas, o tempo, os compromissos, a pressa, o caminho dos planetas, a economia, o cotidiano, o infinito, os genes, a Internet, a gravidade, a geografia...
Não! Eu somente iria amar as mulheres, como elas merecem. E como nunca foram amadas.
Só isso, definitivamente. Nada mais, nada mais!
Para ler mais desse autor visite o site:
PS.: Neste dia especial, como mulher não consegui escrever, por isso coloquei aqui, com os créditos, uma composição desse amigo poeta (que ainda não me conhece) que conseguiu traduzir, e descrever como toda mulher gostaria de ser amada. Muito obrigada!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Homens bons, onde estão?

Joeldo Holanda

Os homens bons, quase sempre
Têm o rosto nas estrelas
E o coração nos canteiros.
Têm fé no nascer dos sóis,
Têm a alegria nos filhos,
E a esperança nos sapatos.
Os homens bons, fatalmente
Amam mais do que deviam.
Têm mulheres complicadas,
Têm amores de mentira.
Mas são, sobretudo, amados
Como artífices da vida.
Os homens bons, certamente
São puros como as manhãs.
São tímidos como as pedras,
São fáceis como as crianças.
São homens, como os antigos
São máquinas, se convém.
Os homens bons, normalmente,
Saem respirando a vida
E chegam cheirando a trabalho.
Os homens bons, geralmente,
São homens de mulher só.
Não que uma só sempre amassem,
Ou que uma só vez casassem,
Mas é que há um porta-retrato
Na mesa de cabeceira
Enfeitada de memória
Em casa de suas vidas
Que lhes servirá de morada
Após do mundo partirem.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Música, o sonho de um amigo.

Luiza Helena

A vida é plena de sonhos, alimento da alma, que fazem de nós seres únicos, criativos, crescemos enquanto sonhamos com as possibilidades... Sem sonhos a alma adoece, empalidece, fica triste ou amargurada; por isso eu digo e reafirmo, nunca deixe de sonhar, e não deixe seu sonho escondido, tão bem guardado, que nem mesmo, você o encontre quando quiser realizar.
Alimentar um sonho, fazê-lo crescer e aparecer, dá trabalho; é preciso acreditar, ninar, proteger, acalentar. É necessário tempo e dedicação pra fazê-lo florescer. Como um jardim que se prepara, antes da primavera cobrir sua vida de cores, muito trabalho, pra preparar a terra, retirar as pedras, adubar, semear, retirar as ervas daninhas que teimam em incomodar o crescimento daquele sonho pequenino como muda nova que precisa de carinho e cuidados. O seu sonho leva tempo, que só a natureza pode controlar, é preciso esperar, torcer, vibrar, aguar diariamente com perseverança e dedicação.
Ainda mais importante é a fase da colheita que será proporcional ao tempo e amor dedicados, ao cuidado na escolha das sementes, ao adubo fortalecedor da fé, crendo naquilo que não se vê, transformando sonhos em realidade, sementes em botões e finalmente colorindo seu olhar com as mais belas cores que se podem conhecer.
Uma coisa ainda preciso dizer, a melhor parte é o momento de ver outros olhos coloridos, brilhantes pela oportunidade de ver e compartilhar do seu sonho realizado. É como o mistério de amar e ser amado, simplesmente dar, sem esperar receber, ser livre e escolher acreditar.
Conheço uma pessoa que sonha, como muitos de nós sempre sonhamos e diante das dificuldades do dia-a-dia, guarda carinhosamente este sonho, como se acalenta um bebê frágil e inseguro.
Queria dizer pra esse amigo, não deixe seu sonho morrer, alimente-o com esperança e persistência. Cuide do seu sonho como uma preciosidade, uma jóia rara; mas, não deixe seu sonho guardado, como quem tem medo de vê-lo roubado. Os sonhos existem para ser concretizados, trabalhados, transformados...
Por isso hoje, eu trago uma pequena contribuição, deixo aqui a semente encontrada no acervo de um amigo. A música como o sonho nunca pode ficar escondida, ela tem o que dizer, ela fala ao coração, não posso negar que aguardo ansiosa e com paixão, pra ver e ouvir esta poesia florescer, colorindo o meu dia de amor e alegria. Uma letra que fala se sonhos e amores, talvez perdidos ou esquecidos que teima em marcar sua passagem no planeta.
Obrigada Paulo Henrique, creia no seu sonho...
"Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só; mas sonho que se sonha junto, é realidade." Raul Seixas

Se você quer
Saber aonde estou
É muito fácil
Ainda estou aqui

Mas olha só
Quanto tempo passou
Não mudei nada
Só envelheci

E um dia a gente poderia se encontrar
Pra falar coisas do tempo que a gente se conheceu
Não sei como eu deixei você partir pra não voltar mais
Nunca disse que te amo, você sabe, nem preciso falar

Te esquecer
Nem se eu tentasse
Eu te guardei
No meu coração

E é tão fácil
Gostar assim de você
Parece até
Que isso é paixão

A saudade que não se toca e insiste em ficar
Toda noite me procura acho que quer me namorar
Sei que ela só vai embora quando te encontrar
Nunca disse que te amo, você sabe, nem preciso falar

Se você quer
Saber pra onde vou
É muito fácil
Eu vou ficar aqui

Te esperando
E não vou desistir
Mesmo que o tempo
Demore a passar

Hoje à noite
Eu vou sonhar com você
E no meu sonho
Não vou te soltar

E vamos juntos
Pra outra estação
Pegar um trem
Até o pôr do sol