terça-feira, 7 de outubro de 2008

Crise ética?

Tive que dizer não e me senti pressionada!
Procuro agir de maneira correta e justa no trabalho, nas compras e em todas as relações sociais. Sou criticada e julgada pois quero respeitar as normas e regulamentos. Tento fazer as coisas "certas" mesmo nas situações adversas. Preciso conservar a minha consciência limpa, pois caso contrário não consigo dormir o "sono dos justos".

Esta semana, vivenciei uma situação em que uma pessoa tentou me forçar a fazer um "favorzinho", utilizou da amizade para conseguir um benefício indevido. Tive que dizer não, e por isso estou aqui repensando meu conceito de ser brasileira e se adoto o "jeitinho brasileiro".


Pesquisei na internet e encontrei muitos pontos de vista e maneiras de entender esta situação.
Posso compartilhar, mas ainda pensarei muito a respeito disso.
Comecei pela Wikipédia.
Jeitinho é uma forma de navegação social tipicamente brasileira, onde o indivíduo utiliza-se de recursos emocionais – apelo e chantagem emocional, laços emocionais e familiares, etc. – para obter favores para si ou para outrem.

O jeitinho caracteriza-se como ferramenta típica de indivíduos de pouca influência social. Em nada se relaciona com um sentimento revolucionário, pois aqui não há o ânimo de se mudar o status quo. O que se busca é obter um rápido favor para si, às escondidas e sem chamar a atenção; por isso, o jeitinho pode ser também definido como "molejo", "jogo de cintura", habilidade de se "dar bem" em uma situação "apertada". Não deve ser confundido, porém, com malandragem, que possui seus próprios fundamentos.
Diversos personagens do imaginário popular brasileiro trazem esta característica. Um dos mais conhecidos é o Pedro Malasartes, de origem portuguesa, profundamente enraizado no folclore popular brasileiro através do livro "Malasaventuras", escrito pelo paulistano Pedro Bandeira. João Grilo, personagem de Ariano Suassuna em O Auto da Compadecida, também carrega em si o jeitinho.

Segundo Willians de Abreu, no Brasil, tudo se resolve com o tal jeitinho brasileiro. Sim, tudo, gambiarras, serviço mau feito, falcatrua, sonegação, a comida do cliente, serviços públicos terceirizados, alvenaria e por diante. É tudo um ‘rolo’ só.


No livro "Dando um jeito no jeitinho", o prof. Lourenço Stelio Rega define jeitinho como uma saída para situações sem saída ou mesmo para uma situação que não se quer enfrentar, além disso, indica que o jeitinho não é só negativo (corrupção, levar vantagem, etc.), ele também tem um lado positivo. O autor demonstra isto indicando três características do jeitinho: inventividade/criatividade, função solidária e o lado conciliador do jeitinho.

OBS.: As fontes das imagens e dos textos estão nos respectivos links
Ricardo Grun - compositor - Jeitinho brasileiro

Um comentário:

Grace Olsson disse...

Lul prefiro meu jeit0o mesmo...kkkk
beijos e dias felizes


vim vercomo vc está.