quarta-feira, 21 de maio de 2008

O que é abuso moral?

"A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, em grande número de vezes de forma silenciosa e dissimuladamente." G J Ballone
De todos os tipos de violência o mais difícil de corrigir é o abuso moral, pois não deixa marcas visíveis, e fica quase impossível confirmar o causador.
Tenho muitas dúvidas sobre este assunto, por isso solicito a colaboração dos colegas leitores para colocar este assunto em discussão.
Precisamos de mais e melhores informações pra ajudar as pessoas a se prevenirem e defenderem desse tipo de agressão.
OBS: Estou pesquisando sobre violência doméstica e abuso psicológico, em breve estarei postando...
Por enquanto estou lendo:
Portal PsiqWeb organizado pelo psiquiatra Geraldo José Ballone.

9 comentários:

Osc@r Luiz disse...

Difícil missão, minha amiga...
Os limites que separam o "abuso moral" da "brincadeira sadia", do "assédio respeitoso" ou de uma mera relação profissional, são por demais tênues.
Fica difícil distinguir as coisas e mais ainda comprová-las.
Acho que cabe a cada um(a) estabelecer os seus limites e dar-se ao respeito. Assim, dificulta as coisas a quem está determinado(a) a cometer o tal "abuso moral".
Beijos, minha amiga e ótimo feriado pra você!

NANDO DAMÁZIO disse...

São tantos os tipos de abuso moral, desde os sofridos pelo chefe no trabalho, até os famosos "trotes" dos calouros das universidades .. Acho que há um limite entre a brincadeira e o abuso e se a pessoa se sentir ofendida, humilhada, ela pode tomar atitudes sim, ninguém precisa passar por contrangimentos gratuitos !! Legal abordar esse assunto !!

Luiza, tô promovendo uma Blogagem Coletiva Contra o Tabagismo, caso tenha interesse em participar, tem o selo e as informações na coluna do meu blog .. Se não puder, sem problemas, mas desde já agradeço, abração !!

Luiza Helena disse...

Obrigada!
Amigos, você já me deram ótimos temas pra começar a discussão.
Durante este semana estarei publicando o que eu encontrar sobre as manifestações deste tipo de violência que deixa feridas emocionais que incomodam tanto.
Abraços, bom feriado!

Graça Lopes disse...

"Aquele a quem se permite mais do que é justo, quer mais do que aquilo que lhe é permitido" Syrus

GR disse...

gostaria de ler mais sobre isso!

"..tipo de violência que deixa feridas emocionais". Isso é eufemismo para traumas

Luiza Helena disse...

Caro GR,
Não é eufemismo, estou pesquisando sobre o assunto e embreve estarei postando.
Por enquanto para esclarecer:
Violência Doméstica - Abuso psicológico
O abuso psicológico é definido como “um padrão de comunicação, quer verbal ou não verbal, com a intenção de causar sofrimento psicológico na outra pessoa, ou que é percebido como tendo essa intenção” (Straus & Sweet, 1992).
Straus e Sweet (1992), ao estudar 5232 casais norte-americanos, encontram valores elevados de prevalência de abuso psicológico, semelhantes para homens (26%) e mulheres (25%), e mostram que a presença de abuso psicológico se associa à posterior ocorrência de abuso físico.
Stets (1990), numa investigação alargada à população americana, verifica que 65% dos homens têm comportamentos de abuso verbal ou psicológico com a companheira.
Coker, Smith, Bethea, King, e McKeown (2000a), numa amostra de 1152 mulheres com idades entre 18 e 65 anos, observam que 53,6% relatam alguma forma de abuso (físico, sexual ou psicológico) perpetrado pelo companheiro, sendo que 13,6% reportam especificamente abuso psicológico na ausência dos outros tipos de abuso.
Numa amostra de estudantes universitários portugueses de ambos os sexos (N=318), verificou-se que um elevado número de indivíduos perpetra abuso psicológico no relacionamento íntimo (53%), sendo que 19% se referem a experiências severas de abuso psicológico, tais como humilhar ou injuriar o companheiro (Paiva & Figueiredo).
Interessa agora explicar quais os factores que determinam a qualidade das relações interpessoais íntimas na idade adulta e que podem conduzir à presença de abuso no contexto dessas mesmas relações.
Fonte:
Carla Paiva & Bárbara Figueiredo - Abuso no Contexto de Relacionamento Íntimo com o Companheiro, PSICOLOGIA, SAÚDE & DOENÇAS, 2003, 4 (2), 165-184
Citado por PsiqWeb, disponível em: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=99

momo disse...

Eu fui abusada moralmente durente minha vida, nos prineiros anos de infancia e adolescencia pela minha mãe. Nunca sabia com que humor ela estaria qdo. se levantasse da cama, as vezes era um doce , mudando para alguém furioso em questões de segundos.
Vivi com medo e procurando aprovação , queria me sentir amada e isso não acontecia, fiz tudo que pude , aceitei todas as exigênias mais nada resolvia.
Na adlescência comecei enxergar as coisas um pouco diferentes, mas a minha auto estima ja estava destruida, me revoltei algumas vezes, mas não tinha força para por um basta naquilo tudo.
A humilhação cresceu, eu estava me tornando mulher e ela começou a competir comigo.Tive um namorada por seis anos, ele tb. sapateava na minha cabeça, acabamos o namoro e em seis meses ele casou com a professora de Ingles.
Ai, eu quase morri, depressão e queda de cabelos, mas ja estava na faculdade e fui para a terapia, Freud, foi quem me salvou na ocasião, sobrevivi a perda e continuava lutando para ter uma vida digna com minha familia.
Aos 24 anos me apaixonei e casei, encontrei um principe que me tiraria do inferno e que eu amava.
Mas nada muda, fomos felizes por um tempo e ai os abusos começaram em forma de ameaças e brigas.
No fundo eu acho que é minha responsabilidade, eu atraio este tipo de pessoa para conviver, isso é o que eu conheço , não consigo sair fora do quadrado.
Foram 14 anos de casamento e por fim a separação.
Foi uma época feliz onde me descobri como mulher, minha auto estima melhorou, mas queria distancia de relacionamentos.
Conseghui me manter inteira por uns tempos até a primeira paixão, sofri muito.
Então voltei a vida de relacionamentos curtos e sem envolvimento.
Mas quero ainda ser amada e acabo caido nos braços de um lindo e sedutor advogado, casado.
Fui destroçada, assinei minha propria sentença de morte.

Luiza Helena disse...

Momo,
Nem eu e nem você estamos sozinhas nessa vida.
Coisas ruins acontecem...
Por isso acredito tanto em resiliência!
Primeiro achamos que somos apenas sobreviventes, depois descobrimos que podemos ajudar muitas pessoas a lutar, a superarem seus traumas e a recomeçarem suas vidas.
Nunca desista de acreditar que dias melhores virão!
Depois da tempestade e da noite escura, sempre vem um novo amanhecer, uma nova oportunidade de recomeçar.
Se quizer me escreva um e-mail.
Um abraço,

Anônimo disse...

Acredito que o abuso moral, como vc introduziu no texto do seu blog, refere-se à violência doméstica. É o caso do cônjuge que durante meses e anos xinga o outro, humilha com atitudes grosseiras, muitas vezes na frente de empregados e parentes, fazendo com que a vítima se sinta inferiorizada e incapaz.
Não existe marcas visíveis, pois as cicatrizes são todas psicológicas e profundass. Ficam arraigadas na personalidade da vítima, causando danos irreparáveis no que tange à baixa auto-estima.
Abç, Ticiana Basile