terça-feira, 2 de setembro de 2008

Denunciando Plágio

Estou aborrecida, extremamente indignada!
Sei que na Internet quase tudo é possível. Pode-se encontrar coisas boas e ruins. Sei que é necessário discernimento e muito bom senso pra discriminar "alhos de bugalhos".
Sempre tive muito cuidado em pesquisar e confirmar a autoria, quando recebo, leio ou encontro algo interessante que queira publicar em meu blog. Gosto da idéia de universalizar a cultura com uso da web, mas não concordo com plágios e imitações.
Ainda acredito na ética e na justiça, portanto estou dedicando este espaço para a denúncia de mau uso e plágio indiscriminado na blogosfera.
Em 28 de fevereiro de 2007 publiquei o poema "Os homens bons, onde estão?" do meu amigo Joeldo Holanda, publicado pela primeira vez em 1999 pela editora poesia diária literatura.
Me autorizou a postar seu poema publicado anteriormente no site Verso & Prosa de outro amigo Fred Matos. Pois bem, esta semana, encontramos o poema estranhamente modificado e postado como de autor desconhecido em http://www.pensador.info/frase/NTE4OTcw/ .
O mais desagradável é que o indigno plagiador ainda não pôde ser identificado.
Apresento o texto original com autoria reconhecida!
Os Homens Bons
Joeldo Holanda
Os homens bons, quase sempre
Têm o rosto nas estrelas
E o coração nos canteiros.
Têm fé no nascer dos sóis,
Têm a alegria nos filhos,
E a esperança nos sapatos.

Os homens bons, fatalmente
Amam mais do que deviam.
Têm mulheres complicadas,
Têm amores de mentira.
Mas são, sobretudo, amados
Como artífices da vida.

Os homens bons, certamente
São puros como as manhãs.
São tímidos como as pedras,
São fáceis como as crianças.
São homens, como os antigos
São máquinas, se convém.

Os homens bons, normalmente,
Saem respirando a vida
E chegam cheirando a trabalho.
Os homens bons, geralmente,
São homens de mulher só.
Não que uma só sempre amassem,
Ou que uma só vez casassem,
Mas é que há um porta-retrato
Na mesa de cabeceira
Enfeitada de memória
Em casa de suas vidas
Que lhes servirá de morada
Após do mundo partirem.

4 comentários:

Grace Olsson disse...

Lu,
Nessa internet nada me surpreende. Desde o dia em que eu disse um NÃO a uma blogueira por que nao queria usar num layout uma figura que ela dizia ter sido fotografada por uma colega, e eu sabia que não , pois a tal figura já estava em outro BLOG DE AUTORA ITALIANA, FICO RESSABIADA.
POR ESSA INTERNET, PASSA CADA COISA QUE ATÉ DEUS DUVIDA.
TEM ATÉ GENTE ENGANANDO LBOGUEIROS POR MESES SEM FIM, DIZENDO ESTÁ EM ESTADO TERMINAL E DEPOIS DESCOBRE-SE QUE TUDO NÃO PASSOU DEUMA FARSA.
Imagine textos.
Outro dia, eu li um texto que tinha certeza j´pa tinha lido. Não deu outra. O texto era dee 2007 e tinha sido publicado no OSCAR.A pessoa só fez colagens, montagens.
Beijos e dias felizes

edson marques disse...

Meus parabéns ao Joeldo Holanda pelo belíssimo poema!


E ao teu blog, como sempre, delicioso.

Gostei da "aula de português"!

Quanto ao plágio, se a té o filho (da p!) da Clarice Lispector chegou a vender um poema meu (o caso ainda está na Justiça, embora eu já tenha obtido vitória na primeira instância), imagine então na net, quanto plágio há...


Abraços, flores, estrelas.

fred disse...

Lu,
O plágio, apesar de condenável, não deixa de ser uma espécie de elogio, mas, o mais importante, é deliciarmos-nos com o ótimo poema do Joeldo, apesar da tristeza que dá saber que o amigo afastou-se da poesia deixando uma lacuna imensa.
Beijos
Fred.

by Čσєℓнσ Ѕнімαďα/ Shimada Coelho disse...

Gostaria da sua opinião...
Me sinto plagiada pelo segundo dia consecutivo por um cidadão que se diz escritor profissional!
Meu primeiro livro só sae ano que vem, mas ele como já publicou alguns parece se achar no direito de imitar e usar o título dos outros...
Isso seria plágio?
O original
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1318687

O imitador
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/1318687