5 de novembro de 2021

Minha história educativa

Acho que já protelei muito, vou finalmente contar minha história em partes. Afinal, vivi um desafio em cada momento.

Vocês já sabem que gosto de escrever, mas nunca contei que inserção no mundo das letras e dos signos se iniciou muito cedo. 

Minha mãe teve a adolescência interrompida com minha chegada, e mesmo tendo que abandonar a escola para ajudar a criar seus irmãos menores, ainda acalentava o sonho de continuar seus estudos. 

Meu pai era marinheiro e passava meses em alto mar, minha mãe dividia o tempo entre os cuidados da casa e brincar de bonecas comigo. 

Eu era uma boneca, muito bem penteada, cuidada e vestida; logo me vi participando das brincadeiras em que ela era a professora e eu sua aluna atenta e ativa. 

Um dia ela foi trabalhar de servente em uma pré-escola, e eu fui junto, lógico!

Quanta coisa linda aquelas crianças faziam com papéis, tinta, lápis e canetas...

Eu sempre perguntava muito e finalmente aprendi a ler por volta dos quatro anos e meio, muito antes de ter maturidade suficiente para entender o significado daquelas palavras. 

Lia tudo que via pela frente, rótulos de produtos, cartazes, placas e até os garranchos pichados nos muros da rua. 

Por exemplo, enquanto andávamos de ônibus, minha mãe envergonhada me segurava e falava “Não diga isso em voz alta, filha. É palavrão!” 

Eu inconformada repetia bem alto 

“Não é não! PU–TA, FO–DA, só tem dois pedacinhos. 

Palavrão é PIN-DA-MO-NHAN-GA-BA ou PA-RA-LE-LE-PÍ-PE-DO!”

16 de outubro de 2021

Minha história dá um livro?

 Minha breve história...

        Sou Luiza Helena, tenho 55 anos, moro em Brasília, nasci no Rio de Janeiro e fui criada em Nova Friburgo.

Fui uma criança que viveu muitas faltas, mas sobrevivi principalmente utilizando mecanismos adaptativos. Cresci seguindo comandos e atendendo expectativas.

Muito curiosa e criativa, sempre quis entender o mundo e as pessoas. Estudei, li e aprendi muitas coisas, principalmente a ser útil e agradar as pessoas para que me quisessem por perto. Queria ser querida.

Pensando estar conquistando meus sonhos com meus esforços, consegui uma profissão que após vários concursos públicos me garantiu a sobrevivência até hoje. Sou servidora pública, técnica em enfermagem e já conquistei o direito de me aposentar.

Casei-me pela primeira vez, tive duas filhas e apreciei cada momento da infância delas, larguei a faculdade de psicologia quando ganhei a mais velha em 1991. Só voltei à faculdade quando a mais nova já estava com 10 meses e assumi um concurso público federal que me garantia creche e me permitia voltar a pagar a faculdade em 1994.

Concluí a graduação em 1998, uns 11 anos após o início, mas eu sabia que queria ser psicóloga e ajudar as crianças a serem ouvidas. Sempre acreditei que as crianças tinham muito a dizer, pois eu quando criança tinha muito a falar e adoraria ser ouvida.

Deprimi quando aconteceu o divórcio após 16 anos de relacionamento e minhas filhas já adolescentes decidiram ir morar com o pai. Foi o início da importância do crochê na minha vida e quando comecei a criar as roupas de bonecas. Além das ajudas tradicionais, psiquiatras e psicoterapia, o crochê foi uma ferramenta de conexão com minha criança e menina que gostava de brincar com bonecas.

Continuei no serviço público como técnica em enfermagem até hoje, mas exercendo múltiplas funções e atividades, vivia atribulada e cansada. Utilizando o artesanato como ferramenta de criatividade participei de feiras e associações, conheci muitas pessoas e desenvolvi minha arte. O Facebook e o Instagram surgiram como ferramenta de divulgação.

By Luelena foi o nome que dei a este blog que escrevi a partir de 2005 por recomendação da psicóloga, deveria escrever textos contando minhas vivências e sentimentos. Redescobri que gosto de escrever, fui blogueira, cheguei a participar de várias blogagens coletivas e ajudar muitas pessoas que se identificavam com os meus escritos. Descobri que quando falo dos meus sentimentos verdadeiros minhas reflexões alcançavam o coração de muitas pessoas que comentavam e interagiam comigo.

Abandonei o blog quando “melhorei” da depressão clínica, voltei a sair e a namorar. Conheci uma pessoa especial e vivi uma linda história de amor com começo, meio e fim. Superei diversos traumas e vivi intensamente o papel de mulher e esposa, foi o segundo casamento.

Hoje me arrependo de ter parado de escrever e me afastado do mundo das letras. Volta e meia o sonho de escrever um livro e contar minhas histórias aparece na minha mente, mas sempre acabei priorizando as demandas da família, trabalho e amigas. Acho que muitos momentos vivi no automático, como um zumbi, atendendo as expectativas e recebendo as migalhas de afeto e retribuição que eu considerava merecidas.

Ao longo do primeiro casamento tinha feito vários cursos e especializações em psicoterapia infantil, mas não tinha iniciado o atendimento em clínica particular por falta de segurança em minha competência. Buscando resgatar o sonho de ser psicóloga infantil, comecei o curso de Psicodrama que me garantiu estágio e início da prática supervisionada em clínica infantil. Vivi muitos encontros verdadeiros com crianças pequenas que perceberam minha espontaneidade e criatividade. Utilizava meu corpo inteiro para efetuar a escuta atenta e ativa, também várias técnicas lúdicas e recursos terapêuticos, as crianças responderam se desenvolvendo e desabrochando a olhos vistos. Dessa forma comecei a ajudar as crianças e suas famílias.

Em 2016 fiquei sabendo de uma criança na minha família materna que estava em situação de risco e abandono. Atendendo ao pedido da minha mãe, fui ao Rio de Janeiro buscar S. com sete anos para minha vida. As duas filhas adultas moravam comigo e me ajudaram nos cuidados iniciais da criança que apresentava muitos traumas e dificuldades afetivas. Foi quando decidi abandonar o consultório particular que compartilhava com minhas colegas, deixei de ajudar as crianças a serem ouvidas por seus pais e famílias.

Me senti insegura, minha S. precisava de muita dedicação e apoio para sua recuperação e desenvolvimento. O desafio foi maior do que eu imaginava. Desde então, sinto falta e culpa por deixar de atender no consultório. Pensei que eu era uma fraude, já que tinha orientado diversos pais com sucesso, mas não estava conseguindo fazer o mesmo por ela.

Em 2019 fiz uma cirurgia plástica muito sonhada e planejada para melhorar meu bem-estar com o corpo após o emagrecimento com a bariátrica. Mas como em outras ocasiões tive meu processo de recuperação interrompido pela necessidade e demanda de pessoas queridas. Minha mãe foi atropelada por uma bicicleta e ficou internada aguardando cirurgia ortopédica no braço.

Minhas filhas ficaram com minha mãe no hospital e não consegui cumprir o resguardo recomendado pelo cirurgião, pois fiquei cuidando de S. Como consequência tive complicações na ferida cirúrgica e me senti muito mal e mau. Quando minha mãe saiu de alta após a cirurgia no braço, veio ficar na minha casa, mas eu ainda estava com a barriga “aberta” e vazando secreções. Me senti péssima e impotente.

Graças a Deus e muitos curativos, me recuperei em tempo de acompanhar uma de minhas filhas na cirurgia de retirada de miomas uterinos que a faziam sangrar e ficar com anemia, ela tinha só 28 anos. A cirurgia foi um sucesso! Não foi preciso remover todo o útero e “quebrou” a história familiar. Minha mãe precisou remover o útero (histerectomia) aos 38 anos, eu também sofria do mesmo problema e foi preciso fazer o procedimento aos 36 anos.

Ainda em 2019 minha mãe sofreu uma crise de vesícula e foi internada. Fiquei acompanhando durante os 21 dias, mas infelizmente ela possuía diversos fatores agravantes e faleceu em 12 de agosto após muito sofrimento. 

A depressão bateu na minha porta novamente...

O pai das minhas filhas maiores decidiu morar em Florianópolis buscando qualidade de vida após superar um câncer e ter sua função renal totalmente prejudicada após a quimioterapia. As duas foram morar com ele na nova cidade, e nem considerei evitar pois sabia que ele precisava muito da ajuda das duas.

Fiquei sozinha com S.,  cheia de desafios, conflitos e luto. Me senti abatida e impotente. Após várias situações e com ajuda da conselheira tutelar S. foi matriculada numa escola em período integral e pude retornar a trabalhar, pois já tinha tirado todas as férias e licenças possíveis.

Foi então que em 2020 começou a pandemia... 

Outro dia eu conto mais...

@by_luelena

9 de agosto de 2021

O que a atualidade nos faz?

Quem se sente ambivalente em atender as expectativas?
Quando embarquei no Instagram, só queria um álbum de fotos dos vestidos de boneca que fiz e vendi. Queria olhar e me orgulhar da minha criatividade e habilidade com as mãos. 
Eu queria convidar as amigas pra me visitar nas feiras de artesanato e divulgar meus trabalhos.  Criar oportunidade para crianças serem presenteadas com produtos coloridos e divertidos.
Mas o tempo passou depressa e as coisas mudaram. O mundo muda e se transforma o tempo todo.
Pandemia, ameaças a saúde e qualidade de vida. Redes sociais pra combater o isolamento exigido. Comunicação, marketing, estratégia, vendas...
Eu só queria a oportunidade de mostrar pra mim mesma que sou cor e arte. Sou capaz de transformar fios em roupas de boneca. Me ver reconhecida pela prática do crochê e criação de vestuário para bebês e bonecas.
Eu queria estimular as crianças a curtirem a infância, a brincarem mais com bonecas e casinhas. Queria que ocupassem seu tempo livre longe das telas e videogames.
Mas, pra isso tudo acontecer, preciso me posicionar, aparecer, fazer vídeos, Stories e Reels. 
Preciso conhecer minha persona, construir uma estratégia e usar muitos aplicativos...

E a demanda só crescendo... Insights, interações, engajamento...

Eu só quero fazer crochê!
Quero vestir muitas bonecas!
Quero estimular as pessoas a cuidarem melhor das suas crianças!
Quero sentir que "Ser você dá certo!"

Quero ser feliz!.
Quero ser apenas Eu.
Quero saber o meu lugar.
Descobrir minha missão de vida!


28 de julho de 2021

Você sabe o valor que tem?

 Hoje tenho um olhar mais gentil e generoso comigo mesma.

Aprendi a aceitar minhas marcas, aquelas rugas que mostram os sinais das provas ou desafios já superados.

Posso ter mais paciência comigo mesma, menos cobranças, mais aceitação.

Sou alguém que tem muitas vivências e histórias para contar.

Hoje posso me cuidar sem culpa. Minhas filhas já foram criadas e voam em busca de realizar seus próprios sonhos.

Aprendi muito com meus erros, principalmente a sempre corrigir, ressignificar e recomeçar.  Posso errar sem me justificar. 

Posso aprender todos os dias um pouco mais, e compartilhar!

Eu mereço, sou grata pela vida e tudo o que me proporcionou!

Posso me cuidar, me abraçar sem medo de ser feliz!

Posso me amar! Tenho meu valor!

E você, sabe o valor que tem?

@by_luelena

20 de julho de 2021

Não tenho vergonha!

Não acho infantil brincar com bonecas.

Elas foram e ainda são importantes na minha vida.

Sou adulta, vacinada, trabalhadora e gosto de brincar com bonecas! Elas trazem o que há de melhor em mim!

Fui bebê e quando criança, fui a boneca da minha mãe. Ela me teve muito jovem e nem aproveitou a própria infância pois ajudou a cuidar dos irmãos menores. 

Quando me teve e ficou só comigo, aproveitou o tempo perdido. Fui feliz e bem cuidada, tive muitos vestidos bonitos e penteados. Juntas, eu e mamãe rimos e nos divertimos muito!

Aos sete anos ganhei uma irmãzinha, foi um bebê que deu muito trabalho para a minha mãe. Foi a época em que aprendi a brincar sozinha com minhas bonecas. Não foram Barbies e nem colecionáveis, mas eram lindas. Herdadas de outras crianças, mas nunca pareceram de segunda mão. Fui muito feliz brincando e vestindo minhas bonecas!

Cresci bem rápido, aos onze anos ainda gostava de brincar de casinha com minhas bonecas. Os adultos começaram a dizer que eu era “grande demais para brincar com bonecas”...

Minha mãe era costureira e sempre aproveitei os retalhos de tecido para fazer roupas para minhas bonecas, mas ela dizia que eu não poderia continuar brincando. Precisava ajudar nas tarefas domésticas e cuidar da minha irmã.

Sou Luiza e sempre tive muitas ideias na cabeça. Comecei a fazer bonecas de pano como as que eu brincava. O sítio do Picapau amarelo estava sendo exibido na TV e a boneca Emília era a favorita das primas e colegas da escola. 

Aproveitei muito nessa época, pois fazer bonecas era trabalho e usei todo meu tempo livre construindo as mais belas e coloridas Emílias que se podia ver. Cada uma que eu fazia era única. Eu sempre pensava na menina que receberia aquela “amiga” de presente.

Cresci, estudei, me formei, trabalhei e nesse percurso conheci o pai das minhas filhas. Sou grata pois ele me deu duas meninas lindas e brinquei muito com elas. Com meu salário e condições mais favoráveis pude finalmente comprar as primeiras Barbies para minhas filhas. 

Elas tiveram as mais lindas bonecas que foram loiras, morenas, índias e bebês. Brincamos e fomos muito felizes naquela época. Mas, o tempo passou e minhas filhas também cresceram e deixaram de brincar comigo e com as bonecas. 

Eu ainda gostava de bonecas e comecei a fazer vestidos e acessórios em crochê para as filhas das minhas amigas... Quer presente melhor para uma criança que já tem de tudo?

Meu hobby virou artesanato e na sequência empreendimento, continuo criando vestidos e acessórios para bonecas... E me divirto muito!

Me considero uma colecionadora adulta e feliz pois posso escolher e comprar minhas próprias bonecas!

Não sinto vergonha! 

Não preciso pedir permissão para ninguém!

Estou muito feliz com o meu EU SOU!

@by_luelena


11 de dezembro de 2019

Recomeçando...


Muitas coisas têm acontecido em 2019, coisas boas, difíceis, fáceis ou desafiadoras.
Este ano completei 53 primaveras, posso afirmar que já passei da metade da minha vida já que tenho planos de chegar perto de um século de existência... Acho que estou me afastando do motivo principal de estar escrevendo hoje...
A vida muda sempre. Muda ou se transforma a cada dia quando vemos um novo sol surgir ao amanhecer. São tantas possibilidades... Tantas oportunidades...
Posso começar agradecendo ou reclamando! Pedindo misericórdia ou chances de vingança! Posso abrir os olhos pela manhã lamentando ainda estar viva ou me desculpando pelas oportunidades desperdiçadas ontem. Posso duvidar de mim mesma, posso duvidar de Deus e da natureza! Posso acreditar na próxima mentira ou duvidar da primeira verdade dolorida que ouvir! Posso tentar descobrir quem eu fui ontem ou planejar quem desejo ser no futuro.
Prefiro nesse momento em que escrevo essas linhas trêmulas (ou digito neste teclado) abrir os olhos agora, respirar e começar hoje a viver essa nova vida.
Um dia de cada vez! Este deve ser meu lema, minha frase de cabeceira, meu mantra matutino, vespertino e noturno. Hoje é o melhor dia, pois é o meu presente!
Meus projetos, sonhos e desejos poderão surgir pelo caminho, mas não poderão ser motivo de dúvida, dívida ou ansiedade... O que tiver de ser, será começado hoje. O que já passou será apenas uma história que posso contar a alguém ou a mim mesma. Eu escolho começar hoje, agora!
Eu posso escolher hoje! Posso escolher agora! Ou, depois de amanhã ou ontem...
Mas estou decidindo escolher hoje, começar, recomeçar, continuar tentando, perseverando, sobrevivendo... Posso ouvir hoje, posso falar hoje, posso escrever agora!
Já sobrevivi antes. Já superei perdas e lutos antes. Mas hoje começo uma nova história, com novas escolhas. Não desvalorizo as escolhas que fiz e histórias que vivi antes. Não desmereço os sonhos e planos anteriores. Escolho definir agora como será minha vida hoje. Escolho amar a vida! Escolho me amar! Sem promessas e sem arrependimentos. Escolho conhecer quem sou agora!
Escolho renascer hoje e fazer as melhores escolhas que eu puder agora. Escolho abrir meus olhos, ver bem, ouvir melhor. Escolho sentir sabores e aromas como se fosse o meu último dia, ou melhor, o primeiro! Escolho sentir neste instante o peso do meu corpo na cadeira, do tênis confortável que coloquei no pé. Escolho sentir meu coração batendo depressa.
Posso sentir minha respiração ofegante enquanto minha mão se apressa em colocar no papel essas palavras que surgem na minha cabeça. Posso continuar apenas aguardando nesta sala de espera que minha hora comece e meu nome seja chamado, que minha vez chegue... Ou, posso decidir começar neste instante! Posso decidir ser quem eu conseguir ser agora!
Posso ficar aqui ouvindo a música que toca na rádio distante ou posso escrever a minha própria letra, composição ou tema. Posso cantar ou gritar! Posso sussurrar ao vento ou posso simplesmente sentir o ar que entra em meus pulmões e me oxigena hoje, agora!
Ao longo desta vida já vivi e escrevi outros recomeços... Não tenho como dizer se foram melhores ou piores do que este que estou vivendo agora. Só posso dizer que esse dia é único e mágico como foram tantos e serão muitos outros.
Presente, passado e futuro. Ontem, hoje e amanhã.
No passado as pessoas acharam que a terra era plana como um disco de vinil. Quantos morreram antes de aprender essa verdade natural: “a vida é uma bola que rebola lá no céu”, girando ao redor do sol que nos ilumina e nos dá a vida diariamente. Quantos vão nascer ainda que haverão de duvidar que a vida se renova e as situações recomeçam como a música naquele disco enguiçado na vitrola que repete a mesma frase da música passada.
O passado doeu e já passou. O futuro só a Deus pertence. O que tenho é o hoje que eu escolho agora! Neste instante!
Dê-me Jesus a alegria de respirar agora! Dai-me também outros agoras para que eu possa continuar aprendendo a amar. Dê-me Deus a graça de compartilhar esta vida e este momento contigo, comigo e com o próximo!
Um dia de cada vez!

29 de julho de 2013

Efeito Sanfona e Cirurgia Bariátrica



Caro leitor,
Quero compartilhar minha vitória: vale a pena perseverar e ter fé. 
Crer que você é perfeito, humano e nasceu para ser feliz. 
Te amo como vc é! Não desista nunca de se desenvolver e se transformar. 
Sei bem como é ser uma "Sanfona". 
Vivi apenas 46 anos tentando e conseguindo emagrecer e depois que a demanda (familiar, social etc e tal...) surgia, acabava me descuidando e recuperando toda a "gordura" que me fazia viver pesada, cansada e longe da saúde. Tanto que cheguei a uma condição física que impedia meu coração acreditar que ficaria velhinha. Diabetes, hipertensão, gastrite e refluxo estavam tirando muito mais do que meu sono e esperança de dias melhores.
Tomei uma decisão radical e busquei ajuda especializada. Dizem por aí que é o caminho mais fácil, mas não foi não.
Fazer a cirurgia bariátrica, além de ser muito arriscado, pode ser muito complicado. Não recomendo essa alternativa para pessoas muito sensíveis e pouco corajosas.
Orei, pedi a Deus a direção e busquei alternativas. Estava com 108 kg, síndrome metabólica e péssima qualidade de vida.
Confiei em Jesus e segui as recomendações do meu plano de saúde para realizar uma bateria de exames que demoraram 3 meses para ser concluída. Muita paciência, jejum e horas de espera para conseguir os relatórios médicos que avaliaram minha condição precária de saúde e recomendaram o melhor procedimento para minha restauração física e emocional.
Concluindo: Dia 04 de agosto completarei 6 meses de cirurgia e saúde plena e restaurada. Estou pesando apenas 85 kg e com o IMC de 32. Os exames de controle comprovaram que consegui ganhar pelo menos mais 40 anos de oportunidade para continuar perseverando e acreditando que vale a pena amar e ser feliz. Coragem para me exercitar fisicamente, comer saudavelmente e continuar desafiando os jovens a acreditarem em si mesmos! 
Vitória! Vou ficar velhinha e continuar contando histórias por aí.
Quando quiser, me escreve. Bjs.



26 de dezembro de 2012

Estou de volta!

Alegrai-vos! Alegrai-vos! JESUS nasceu!
Que esta boa notícia renasça em nossos corações!
Que 2013 nos anime com paz, amor e esperança!


Como todos os amigos e conhecidos estou refazendo minhas resoluções de ano novo. Tendo passado as celebrações do Natal, estamos a cinco dias do início de 2013, estou refletindo sobre planos, sonhos, realizações, desastres e recuperações. Chuvas e tempestades, brisas e vendavais, muitas coisas aconteceram neste ano na minha vida, no Brasil e no mundo.
Como boa brasileira que não desiste nunca, estou fazendo novos planos, reativando sonhos antigos que foram adiados e recomeçando projetos que foram perdidos ao longo dos dias, meses e anos.
Novas prioridades me desafiam e muitas histórias pra contar, anuncio!
Voltei a escrever!
Até breve!

3 de outubro de 2011

Só pra matar a saudade!

Uma poesia linda!
De Cora Coralina
Se temos de esperar,
que seja para colher a semente boa
que lançamos hoje no solo da vida.


Se for para semear,
então que seja para produzir
milhoes de sorrisos,
de solidariedade e amizade.

Uma gentil colaboração da minha  amiga Grace Olsson
Façam uma visita e apreciem uma maravilhosa coleção de textos e fotos pois ela é uma verdadeira artista.
No blog: http://graceolsson.com/blog

PS.: Eu estou bem!
Envolvida com projetos presenciais, sem querer, me afastei da vida virtual,  dos amigos e escritos.
O Senhor, que sabe de todas as coisas, está me provendo ótimas oportunidades de vivenciar momentos e relacionamentos que em breve se transformarão em novas histórias ou poemas.
Deus nos abençoe!

9 de setembro de 2010

O Amor


Eu poderia falar as línguas dos homens, e até a dos anjos, mas se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o barulho do gongo ou o som do sino. Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos, e ter toda a fé necessária para tirar as montanhas dos seus lugares; mas se não tivesse amor, eu não seria nada. Poderia dar tudo o que tenho, e até entregar o meu corpo para ser queimado; mas se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.
O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta. Não se irrita, nem fica magoado. O amor não se alegra com o mal dos outros, e sim com a verdade, O amor nunca desanima, mas suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor.
Porém o maior destes é o amor.
Fonte: I Corintios 13

25 de agosto de 2010

O que é Solidão?

Eu sempre pesquiso a fonte das mensagem e textos que recebo por e-mail e faço questão de anunciar o verdadeiro autor.  O poema "Solidão" que consta nos livros "Palavras para entorpecer o coração" e "Ecos da Alma" da poetisa Fátima Irene Pinto, é indevidamente creditada por algumas fontes ao escritor e músico Chico Buarque de Holanda.

Solidão
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma....


Fontes: http://www.romantichome.net/solidao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1tima_Irene_Pinto
http://www.ligia.tomarchio.nom.br/ligia_amigos_fatima.htm
http://www.romantichome.net/palavrasparaentorpecerocoracao.htm

21 de maio de 2010

Essa vale ler e guardar!

Busca
Cora Coralina

Tenho encontrado muitas pessoas, porém não encontro gente...
Há um vazio dentro de cada um, um processo de fechamento em sentimentos.
Encontro sorrisos, porém daqueles que expõem apenas os dentes, mas não a alma.
Encontro verdadeiras tocaias, e não corações.
Reservas insistentes da solidão.
Tenho encontrado pessoas medrosas, indecisas, escondendo-se de si mesmas.
Pessoas que dizem: "Não sei... Não sei se quero... Não sei se posso..."
Quando sabem exatamente o que querem e o que buscam, e não se arriscam ao menor impulso.
Pessoas duras, escuras, impossibilitadas de amar.
Estas, cansei de encontrar...
Busco por gente que empreste o ombro, que não tenha medo de dizer que levou um tombo.
Busco por gente que assuma que amar traz sofrer, e, com esta certeza, não venham a se esconder.
Busco por gente que tenha a experiência de sobrevivente de guerra.
Busco por gente, que de tanto caminhar, não tenha receio de dizer que seus pés ainda têm muito por machucar.
Quero gente de coragem para comigo conversar.
Gente que saiba que máscaras não dão mais para usar, e sendo seu perfil interno, branco ou preto, tenha a dignidade de revelar.
Busco por gente que chore livremente, sem preconceitos pelas lágrimas derramadas.
Quero gente que saiba exatamente para onde está indo e o que deseja encontrar, mesmo que esta busca jamais venha alcançar.
Busco por gente,"Seres Humanos", que saibam se doar, estes eu anseio por encontrar.
Gente que saiba até ferir se precisar, mas que seja valente em seu ato para não mais enganar, a quem quer que seja, e a si próprio.
Gente de decisão, sem argumento para esconder, escusas ações.
Quero gente que é gente, que mostra a cara, vai à luta e dorme contente.
É desta gente que eu preciso!
Gente liberta, que me dêem um canto em seu colo e saibam me acariciar, sem tempo, sem hora e em qualquer lugar.


Nem preciso explicar porque sou super-fã desta poetisa legitimamente brasileira. Ainda vou conhecer mais profundamente sobre sua vida e obra, enquanto isso, vou divulgando por aqui pra quem quiser!
Vale uma visita nos sites:
- Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Cora_Coralina
- Associação Casa de Coralina - http://www.casadecoracoralina.com.br/home.html

20 de maio de 2010

CRÔNICA DA CIDADE

Vida alheia
Conceição Freitas
Por que a vida alheia nos interessa tanto? A alguns mais do que a outros. Ou dizendo de um modo mais preciso: muitos de nós se interessa demasiadamente pela vida alheia. Isso sempre me incomodou, não que eu não me interesse pelos movimentos da vida das pessoas com as quais convivo, mas o gosto extremado em saber o que acontece com a vida dos outros sempre me pareceu uma disritmia nefasta.
Há algum tempo, uma sábia amiga me alertou: o ser humano olha para o outro porque precisa medir-se a si mesmo, seja como um ato de coragem, seja como um ato de covardia. Seja para dizer: aquele humano se sai melhor do que eu nisso ou naquilo, quem sabe posso aprender com ele. Ou seja para se alimentar do fracasso alheio: eu não consegui, mas ele também não.
Outro tipo de interesse pelo que acontece com os outros que sempre me intrigou é o movimento que se segue a um acidente de trânsito ou qualquer outra tragédia em via pública: diante de um fato brutal, desses que fraturam o ritmo normal da vida, as pessoas ficam extremamente assustadas, porque são informadas, naquele instante, que é por demais perigoso viver e que todos, todos, estamos sujeitos a esses acontecimentos.
Acompanhá-los de perto é um momento de aceitar que as tormentas existem e ao mesmo tempo um consolo diante do tremor que elas deixam na alma. “Não foi comigo, que bom”. Ao fim e ao cabo, todos desconfiamos que viver é sempre estar à beira do abismo.
A abelhudice das pessoas sobre a vida das outras pessoas é um modo de lidar com a própria vida. O outro é a medida do que existe, do que pode acontecer, do que se pode fazer, do que dá certo, do que dá errado – o outro é o meu espelho.
Ninguém existe sem o outro. Precisamos do olhar do outro para conferir a própria existência.
Então, diante disso tudo, aprendi que o interesse do outro pela sua vida, ou o seu interesse pela vida do outro, pode ser nefasto ou pode ser generoso, pode te ajudar ou te atrapalhar.
Se você conseguir suportar um olhar inimigo, ele pode ter muito a te ensinar. O olhar inimigo pode te dizer coisas que um amigo não tem coragem, mas você precisa ouvir.
Tudo depende do que você faz com o que a vida te oferece.

Fonte: Conceição Freitas – Correio Web

17 de maio de 2010

Eu estou bem!

Nem adianta eu me apressar...
No trabalho está difícil, com muitas pessoas afastadas por licença médica, cada dia faço uma tarefa em um setor diferente. Fico preocupada, pois todos estamos sobrecarregados e trabalhando no limite de nossas forças. Não tenho gostado muito disso.
Meu corpo se queixa, preciso me cuidar melhor. Não me lembro qual foi a última vez que evacuei, isso significa que estou “enfezada”. Preciso beber mais água, comer mais frutas e menos massa...
O namoro parece que está seguindo seu percurso natural, finalmente estou conhecendo alguns "defeitos" do bem amado. Encontramos os pontos que não concordamos e nos atrapalhamos nos assuntos não falados, não ouvidos e muito pouco compreendidos.
Às vezes tenho a impressão que estou sozinha, se não tivesse minha psicoterapeuta, nem sei o que seria de mim. Às vezes fico cansada de lutar e tenho vontade de desistir, só que esta palavra não existe no meu vocabulário...
Os dias estão passando muito depressa! As noites estão muito curtas...
Queria dormir mais, ficar em casa, não pensar em nada e nem em ninguém...
Queria dar conta de mim mesma, me cuidar, me respeitar...
Queria não me preocupar com a opinião de ninguém, me relacionar com pessoas maduras e equilibradas que soubessem se cuidar e não se magoassem tão facilmente.
Queria pegar uma nave espacial e passar uma temporada em Marte, sem gravidade, sem responsabilidade, sem dúvida, sem medos...
Queria voltar somente quando esta TPM tivesse passado e eu pudesse ser eu mesma.
Vencedora e resiliente!
Valente e Lu Tadora!

Fonte da foto e outras coisinhas mais: http://chirlamjr.blogspot.com/2009/03/definicoes-de-tpm.html

5 de maio de 2010

Disseram que foi o Arnaldo Jabor quem disse ...

Recebi um e-mail com o texto abaixo supostamente escrito por Arnaldo Jabor. Como sempre faço, fui pesquisar na internet para confirmar a autoria, fonte, local ou periódico em que o texto foi publicado e encontrei um texto interessante publicado em: 03/11/2009 no periódico "O TEMPO. Jornalismo de qualidade" em que o próprio Jabor se queixa das barbaridades publicadas e divulgadas como sendo se sua autoria. Afirma: "Existe um “sub-eu” vagando na internet" . Achei interessante vale uma visita em:

 Blogs, twitter, Orkut e outros buracos

Lanço agora um desafio: Como saber a verdadeira autoria dos textos publicados na internet?
Mais ainda: como descobrir o autor do texto abaixo?
Como tudo na vida...
Detesto quando escuto aquela conversa: 'Ah, terminei o namoro...' 'Nossa, quanto tempo? ''Cinco anos... Mas não deu certo, acabou'' É não deu...' Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ele é malhado, mas não é sensível.
Tudo, nós não temos...
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro...
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama! Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói! Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta...
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar.
Enfim... quem disse que ser adulto é fácil?

27 de abril de 2010

Quem pode me responder?

Lu Tadora?


Eu te conheço muito bem, já ouvi suas histórias antes. Sempre muito dramática e passional. Parece que vive todas as emoções com a maior intensidade. Nem sei porque não consegue reconhecer seu próprio valor e nem comemora suas vitórias.
Bem vejo que você não teve tempo suficiente para se vangloriar ou aproveitar o sucesso de suas conquistas. Afinal, enquanto houver luta você estará vivendo como boa sobrevivente que é. Penso que não deveria se conformar apenas em suportar as pressões, se adaptar às mudanças e sobreviver às batalhas diárias. Você deveria olhar para si mesma e reconhecer suas competências e qualidades pessoais. Outras pessoas que estivessem no seu lugar já teriam sucumbido, desistido ou apenas abandonado a luta.
Concordo que não se dê por satisfeita com o mínimo necessário, acho justo que tenha ambição e almeje uma vida com qualidade, mas não precisa sempre ficar se recriminando pelos erros do passado e pelo insucesso nas campanhas nas quais ainda não estava preparada ou que não tinha recursos suficientes.
Não é sua culpa ter sido resultado de um “acidente”. Seus pais não estavam preparados para recebê-la e aceitá-la como era. Não se culpe por ter desejado permanecer viva num mundo inseguro e inconstante. Sua força de vida sempre foi uma qualidade única e pouco encontrada nas pessoas não resilientes.
Desejar crescer e conhecer o mundo ao seu redor pode ter sido motivação suficiente para que buscasse o próximo passo, desafio ou apenas o dia seguinte. Acordar pela manhã e buscar curiosa o significado ou função daquele ruído, cor, mecanismo...
Rastejar, segurar, erguer-se e andar em direção ao outro que não te busca deve ter sido difícil. Procurar algum olhar que te garantisse a sensação de bem-querer pode muitas vezes ter custado um esforço sobre-humano ou sobrenatural.
As palavras de derrota e crítica não puderam te deter em sua caminhada em busca do conhecimento. Mesmo nos momentos mais confusos e perdidos de sua escalada em direção à vida adulta não ficaste parada ou conformada com sua sina de ser uma humana em constante evolução.
Seu corpo por muitas vezes te forçou a dar “paradas” estratégicas. Sua carne é fraca e não suporta os intensos castigos que você mesma se infligiu à medida em que buscava se adaptar às necessidades da sua família. A sabedoria da natureza te obrigou, de tempos em tempos, a repousar sua cabeça no travesseiro mesmo que estivesse totalmente molhado por suas lágrimas silenciosas.
Justiça, proteção, amparo parecem ter sido as últimas palavras a serem incluídas no seu vocabulário. AMOR? Quatro letras que até “ontem” pareciam ser um mistério. Temos que reconhecer, sua resistência parece não ter fim, mas sua paciência às vezes até acaba. A intolerância sempre volta a te perseguir na pessoa de algum daqueles que deveriam ser seus entes mais queridos.
O mundo que te trouxe até aqui foi suficientemente interessante?
Como conseguiu manter sua curiosidade incessante?
Às vezes te cansou sua busca?
Está valendo a pena?

20 de abril de 2010

Bem Vindos!

Caros leitores,


Há algum tempo estou sem internet em casa e não tenho podido escrever neste blog com a frequência que aprecio. Gosto muito de escrever e de compartilhar informações e aprecio bastante os comentários dos visitantes e amigos. Àqueles que me visitam pela primeira vez talvez não saibam quem eu sou ou como eu penso. Se quiserem conhecer um pouco mais da pessoa que lhe escreve, sugiro que façam uma visita às páginas mais antigas que foram escritas a partir de 2005.
Tenho algumas padronizações que utilizo neste espaço de comunicação:
Com relação às cores: 
- A cor rosada marca os textos em que faço citação, poesias, letras de música e outras coisas que não foram escritas por mim.
- Os textos de minha autoria ou os comentários que eu faço são marcados em tons de azul, além de ficarem identificados como "Escrevi" e podem ser conferidos no índice de marcadores.

10 de fevereiro de 2010

Quando duas pessoas começam a se tornar uma?

Quando duas pessoas que se amam estão realmente abertas uma à outra, quando elas não temem uma à outra e não escondem nada uma da outra... isso é intimidade.
Quando elas podem dizer tudo, sem medo de que o outro irá se ofender ou magoar...
Se o ente querido pensa que o outro ficará ofendido, então a intimidade ainda não é profunda o bastante. É um tipo de acordo que pode ser rompido por qualquer coisa.
Mas quando duas pessoas que se amam começam a sentir que não há nada a esconder e tudo pode ser dito, e a confiança chega a tal profundidade que mesmo que um não diga o outro irá saber, então eles começam a se tornar um.
Osho, em "Intimidade — Como Confiar em Si Mesmo e nos Outros"

Fonte: Blog Palavras de Osho. Dicas diárias de um místico espiritualmente incorreto.
Disponível em: http://www.palavrasdeosho.com/2010/02/quando-duas-pessoas-comecam-se-tornar.html

28 de janeiro de 2010

Parar, Pensar e Refletir ...

Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vaga-lume que só vivia para brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e perguntou a cobra:
-Posso fazer três perguntas?
-Pode. Não costumo permitir isso, mas já que pretendo te comer mesmo, pode perguntar.
-Pertenço a sua cadeia alimentar?
-Não.
-Te fiz alguma coisa?
-Não.
-Então porque você quer me comer?
-Porque não suporto ver você BRILHAR.
O diabo não esta preocupado com os que estão nas trevas, e sim com os que estão na luz e tem o brilho do ESPÍRITO SANTO; por tanto não temais as perseguições, sede firmes e permaneceis.

14 de janeiro de 2010

O que é amor?

Sei que estou meio distante deste blog e muitas datas e aniversários se passaram sem que eu deixasse aqui um comentário inteligente ou espirituoso. Meus leitores devem estar se perguntando: "O que estará acontecendo?"
Simplesmente estou vivendo! Vivendo situações novas, experiências, amores... Vivendo tão intensamente que tenho ficado sem palavras pra descrever ou explicar. Estou aprendendo a amar e ser amada. Vivendo um dia de cada vez e aprendendo a ser uma pessoa mais feliz.
Jesus fez aniversário! 
Celebrei com minha família e nem estive por aqui pra comentar com vocês a alegria de renovar a fé e o amor pela vida.
O Blog completou 4 anos! quem diria ?...
Muitas estórias escritas e compartilhadas, os comentários dos leitores surpreenderam com sensibilidade e emoção de pessoas moradoras de locais tão distantes, e se mostraram ao mesmo tempo tão diferentes e semelhantes. Somos todos humanos!
Dias melhores se foram e novos vieram cheios de conflitos, dúvidas, alegrias e respostas ...
Há muito que este blog deixou de ser apenas "o meu diário pessoal" e se tornou um meio de divulgação de informações sobre saúde, qualidade de vida, musicas e poesias. As reflexões deixaram de ser apenas minhas e se tornaram discussões de muitos. Participamos de diversas blogagens coletivas e ajudamos a divulgar campanhas de caráter social. Agradeço a todos os convites e comentários. Peço que continuem participando com sugestões e correções.
Espero ter contribuído até aqui. Que Deus permita continuar! Que este blog possa auxiliar de alguma forma àquelas pessoas que buscam uma palavra, uma música ou uma emoção positivas e edificantes.
Desejo em 2010 contribuir ainda mais!

Tem um filósofo chamado Osho que muito chama a minha atenção e me faz refletir intensamente:
O que acontece quando uma flor floresce numa floresta densa, sem ninguém para tomar conhecimento de sua fragrância, ninguém para passar e dizer "Que bela!", ninguém para sentir-lhe a beleza, a alegria, ninguém para partilhar - o que acontece à flor?
Morre? Sofre? Fica apavorada? Comete suicídio?
Ela continua e floresce, simplesmente continua a florescer.
Não faz nenhuma diferença se alguém passa ou não; isso é irrelevante.
Ela continua espalhando sua fragrância aos ventos.
Continua oferecendo sua alegria a Deus, ao todo.
Se eu estiver sozinho, então também eu serei tão amável quanto sou quando estou com você.
Não é você que está criando o meu amor.
Se você estivesse criando o meu amor então, naturalmente, quando você se fosse, meu amor também haveria de ir-se.
Você não está tirando o meu amor de mim; eu é que estou derramando amor sobre você.
Este é o "amor-dádiva", é o "amor-ser"
OSHO